segunda-feira, 6 de abril de 2015

A CRUCIFICAÇÃO É UMA MENTIRA, "JESUS" NÃO MORREU NUMA CRUZ


Para muitos, a cruz é o maior símbolo do cristianismo. No entanto, a Bíblia não dá detalhes sobre o instrumento em que Jesus morreu, de modo que ninguém pode saber exatamente qual era seu formato. Mas na Bíblia há evidências de que Jesus morreu numa estaca, ou poste, e não numa cruz.

A Bíblia geralmente usa a palavra grega "stau·rós" para se referir ao instrumento em que Jesus foi executado.

Embora essa palavra muitas vezes seja traduzida como “cruz”, diversos eruditos concordam que seu significado básico na verdade é “poste reto”.


“denota, primariamente, poste ou estaca vertical. Em tais peças os malfeitores eram pregados para execução. O substantivo stau·rós e o verbo stauroō, amarrar a uma estaca ou poste, devem ser originalmente distinguidos da forma eclesiástica da cruz de duas vigas”.


Além disso, a Bíblia usa a palavra grega "xý·lon" como sinônimo de "stau·rós". (Atos 5:30; 1 Pedro 2:24) Essa palavra significa “madeira”, “viga”, “estaca” ou “árvore”.

“Não há nada no grego do [Novo Testamento] que sequer sugira duas peças de madeira.”


"CRUZ" OU "ESTACA" E A TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO (TNM)

Cruz ou Estaca ? Por que a TNM evita a palavra “Cruz” ?   Antes de considerar este assunto observe o que afirmou um erudito evangélico muito respeitado após pesquisa exaustiva a respeito da cruz, ao ler o artigo deste erudito, pergunte-se se é correta a afirmação de muitos de que na Roma antiga, usava-se a cruz tal qual a conhecemos atualmente. “Jesus não morreu numa 'Cruz' diz Teólogo e Erudito Sueco”. 

Desenho do ano 1629 Justus lipsius 
O que podemos dizer da escolha feita pela comissão de Tradução da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas ao verter as palavras gregas usadas no chamado Novo Testamento ? 

O instrumento de execução em que Cristo foi pendurado é chamado pelos escritores inspirados “STAURÓS” e “XYLON” (literalmente segundo os melhores dicionários: "ESTACA" e "MADEIRO" respectivamente). Na melhor das hipóteses, existem apenas dois relatos de arqueologia com alguma evidência, a partir do primeiro século D.C, que pode sugerir algo sobre a forma da "STAURÓS" em que as pessoas eram penduradas, e ambos são interpretados de diferentes maneiras. Os dados publicados pela primeira vez sobre o homem “crucificado” de ha Giv’at-Mivtar não eram esclarecedores, e a forma de sua Stauros não pode ser conhecida.




Crucificação na Antiguidade

A Evidência Antropológica

Joe Zias e Skeles, que  em 1985 participaram  em uma pesquisa acadêmica onde reavaliaram o achado arqueológico de 1968 do homem de Ha Giv´At- Mivtar, afirmam claramente em sua página na internet que no caso da crucificação em massa de 6000 Judeus na via Apia “seria mais plausível que a maneira mais eficiente e mais rápida seria prender a vítima a uma arvore ou cruz com suas mãos acima da cabeça. A vítima morreria em minutos ou no mínimo em algumas horas se esta não estivesse presa ou amarrada embaixo”. FONTE: http://www.joezias.com/CrucifixionAntiquity.html “As fontes literárias do período Romano contém numerosas descrições de crucificação, mas poucos detalhes exatos de como os condenados eram afixados”. Diz Joe Zias. Givat Ha-Mivtar A Sinagoga “A Casa de São Pedro” foi construída em Cafarnaum no primeiro século D.C, mas a cruz Grafitti nas paredes, evidentemente, é mais recente (a parede foi rebocada por diversas vezes). (Veja Snyder GF, “Ante Pacem Archaeological Evidence of Church Life Before Constantine “)

No Talmud e na literatura rabínica encontramos o verbo tsalab  (ou o substantivo correspondente), que se refere ao instrumento no qual as pessoas eram penduradas. É interessante notar que os rabinos não usam tsalab com o significado moderno de  “crucificar”. De acordo com Marcus Jastrow (de 1989, ” A Dictionary of the Targumim, The Talmud Babli and Yerushalmi”, and the Midrashic Literature, p 1282) o verbo tanto em hebraico como em  aramaico significa «travar » “empalar”.  Alguns dos exemplos que ele dá, e sua tradução é a seguinte:

  • Tosefta Gittin 4:11: “pregado na estaca“;

  • Midrash Rabba para Esther onde Deuteronômio 28:66 é referido: “que é levado para ser empalado “;

  • Midrash Rabba a Levítico…” vai ser pendurado “.

Assim, a literatura judaica  após o tempo de Jesus continua a usar os termos “pendurar” (numa estaca) e não aponta para um formato particular do instrumento no qual  as pessoas eram penduradas. Até o final do século 14, o substantivo hebraico TSALAB não significa uma estaca com uma forma particular. Em 1380 Shem Tob ben Shaprut copiou o Evangelho de Mateus em hebraico. Em Mateus 27:32 ele utilizou o substantivo TSELIBA onde o texto grego emprega stauros. Shem Tob conta que esta palavra não deveria ser entendida como “cruz” e, portanto, ele acrescentou Ereb Sheti WA “, que significa” cruz “. tradução de Howard (George Howard, 1987, O Evangelho de Mateus De acordo com um texto hebraico primitivo) diz o seguinte: “Eles o obrigaram a carregar o instrumento de execução (TSELIBA), isto é,” a Cruz “. A ambigüidade similar como a encontrada em TSELAB / TSELIBA, parece ter existido em relação à palavra latina “crux”, cujo significado básico também foi “poste” ou “Estaca”. Seneca (c.4 aC-65 dC) escreveu:

“Eu vejo cruzes (plural de crux) não há, apenas de um tipo, mas feitas de muitas maneiras diferentes, algumas têm as suas vítimas com a cabeça no chão, algumas empalam suas partes íntimas, outros estendem os braços na cruz. “

Tão tarde quanto no século 16,  a palavra “Cruz” pode significar diferentes formas. Na cópia de “De cruce Liber Primus “por Justus Lipsius que ele escreveu no século 16 há muitas ilustrações de diferentes “cruzes”, incluindo três ilustrações de “Crux simplex” que é um poste vertical para que as vítimas pudessem ser pregadas ou presas de maneiras diferentes. Quanto a stauros, o seu sentido original e genérico chegou até a Noruega. O primeiro significado atribuído a "Stauros" no “Dictionnaire de la Etymologique Greque Langue de 1980, por Chantraine P, é “poste” (pieu). Diz também:

“A palavra corresponde exatamente ao Norse “Staurr” (poste). “No norueguês moderno” staur significa “poste” ou “estaca” “.

Observe como a Tradução Bíblica Judaica verteu algumas passagens onde ocorre a palavra grega “staurós”.



Nós também encontramos a palavra em sânscrito como “sthavara”, e em estilo gótico como “stiurjan”com o significado “alguma coisa erguida”. Assim, o significado original da palavra STAUROS, evidentemente, era forte e persisitia por um longo tempo, mesmo se espalhando para outros idiomas. Concluimos, portanto, que em alguns lugares, como Mateus 20:19, as evidências sugerem que  “cruz” ou “crucificar” seria uma tradução errada, e em outras ocorrências no NT (Novo Testamento) não há absolutamente nenhuma evidência  que pode comprovar a tradução que emprega o termo “cruz”. Portanto a Tradução do Novo Mundo é exata ao evitar introduzir na Bíblia Sagrada algo que os autógrafos não continham. Há duas palavras gregas usadas para o instrumento executor em que Cristo morreu — staurós e xy’lon. A autorizada Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible (Concordância Exaustiva da Bíblia, de Strong) fornece como significado primário de staurós “uma estaca ou poste”, e, para xy’lon, “lenho”, “árvore” ou “madeira”. The New Bible Dictionary (Novo Dicionário Bíblico) afirma:

“A palavra gr. para ‘cruz’ (staurós, verbo stauróo) significa primariamente uma estaca ereta ou viga, e, secundariamente, uma estaca, conforme usada qual instrumento de punição e de execução.” 

A palavra latina empregada para o instrumento em que Cristo morreu era crux, a qual, de acordo com Livy, famoso historiador romano do primeiro século EC, significa uma simples estaca. A Cyclopœdia of Biblical, Theological, and Ecclesiastical Literature, afirma que a "crux simplex" era “simples estaca ‘de uma única peça, sem a travessa horizontal [barra transversal]’”. Em confirmação disto, o apêndice N.° 162 de The Companion Bible (A Bíblia Companheira), declara a respeito de "staurós":

“indica um poste ereto ou estaca, em que se pregavam criminosos para serem executados. . . . Nunca significa dois pedaços de pau cruzados em qualquer ângulo, mas sempre apenas um pau.” Conclui o apêndice: “A evidência está assim completa de que o Senhor foi morto numa estaca ereta e não em dois pedaços de pau cruzados em qualquer ângulo.” 

Tendo a cruz as suas raízes no antigo paganismo, e com a evidência de que Cristo não foi pregado na tradicional cruz, nem os primitivos cristãos empregaram tal símbolo, é-se levado à seguinte conclusão:

A cruz realmente não é cristã. É preciso coragem para romper com uma arraigada tradição religiosa que se origina das brumas da antigüidade pagã. Bom exemplo de tal rompimento acha-se na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (ed. 1983), que traduz staurós como “estaca de tortura” e o verbo staurós como “pregar na estaca”, e não “crucificar”. Isto liberta de toda mancha de paganismo o precioso sacrifício de nosso Senhor e Salvador.

Como é que tal conhecimento influenciará com respeito à veneração e à apresentação ou ao uso pessoal duma cruz, ou quanto a fazer o sinal da cruz? O apóstolo Paulo instou com os cristãos a ‘fugir da idolatria’. (1 Coríntios 10:14) Acrescentou o apóstolo João: “Guardai-vos dos ídolos.” (1 João 5:21) Assim, quem procura adorar a Deus desejaria mostrar-se muito cauteloso de evitar depositar sua confiança — à guisa de adoração ou de superstição — em ídolos de “prata e ouro, trabalho das mãos do homem terreno”. — Salmo 115:4, 8, 11.


  • É significativo o seguinte comentário no livro The Cross in Ritual, Architecture, and Art (A Cruz no Ritual, na Arquitetura e na Arte): 

“É estranho, porém, inquestionavelmente um fato, que em eras muito anteriores ao nascimento de Cristo, e desde então em terras não tocadas pelo ensino da Igreja, a Cruz tenha sido usada como símbolo sagrado. . . . O grego Baco, o tírio Tamuz, o caldeu Bel e o nórdico Odin, para seus devotos eram simbolizados por uma figura cruciforme.” – De G. S. Tyack, Londres, 1900, p. 1.

  • A The International Standard Bible Encyclopedia (1979) diz sob o tópico “Cruz”: 


“Originalmente o gr[ego] staurós significava uma estaca de madeira pontuda, vertical, firmemente fixa no chão. . . . Elas eram colocadas lado a lado   em fileiras para formar cercas ou paliçadas em volta de povoados, ou, avulsas, eram usadas como instrumentos de tortura nos quais transgressores sérios da lei eram publicamente suspensos para morrer (ou, se já mortos, terem seus cadáveres plenamente desonrados).” 
Sim, os romanos realmente usavam um instrumento de execução chamado em latim de crux. E, ao traduzir a Bíblia para o latim, esta palavra crux era usada como tradução de stau·rós. Visto que a palavra latina crux e a palavra portuguesa cruz são similares, muitos erroneamente presumem que a crux era necessariamente uma estaca com uma viga cruzada.  


  • Contudo, The Imperial Bible-Dictionary diz: 


“Até mesmo entre os romanos a crux (da qual se deriva nossa cruz) parece ter sido originalmente um poste reto, e isto sempre permaneceu a parte mais proeminente.” 


  • Numerosos tradutores das Escrituras Gregas Cristãs (Novo Testamento), portanto, traduzem do seguinte modo as palavras de Pedro em Atos 5:30:


“O Deus de nossos antepassados levantou Jesus, a quem matastes por pendurá-lo num madeiro [ou “árvore“, segundo a King James Version, a New International version, A Bíblia de Jerusalém (na edição em inglês) e a Revised Standard Version]. “
Talvez queira também verificar como a sua Bíblia traduz "xý·lon" em: Atos 10:39; 13:29; Gálatas 3:13; e 1 Pedro 2:24. 



  • A Nova Enciclopédia Britânica:


“Nas vésperas de sua vitória sobre Maxêncio, em 312, Constantino teve uma visão do `sinal celestial’ da cruz, que ele achava ser uma garantia celestial de seu triunfo.” Diz também que: "depois disso Constantino promoveu a veneração da cruz.”

  • O livro Strange Survivals (Estranhas Relíquias) diz a respeito de Constantino e sua cruz: 

“Que havia habilidade política na sua conduta dificilmente podemos duvidar; por um lado, o símbolo que ele criou agradou aos cristãos no seu exército, e, por outro, aos gauleses [pagãos]. . . . Para estes últimos, foi o símbolo do favor de sua deidade solar”, o deus sol que eles adoravam. Não, o “sinal celestial” de Constantino nada tinha a ver com Deus ou com Cristo, estando, na verdade, impregnado de paganismo. 


  • Similarmente, a Chambers’s Encyclopædia (edição de 1969), diz: 


Que a cruz “era um emblema ao qual se atribuiu significados religiosos e místicos muito antes da era Cristã”.  O romano deus-natureza Baco era às vezes representado usando uma faixa em volta da cabeça contendo várias cruzes. 


  • A Encyclopædia of Religion and Ethics diz: 



“Com a chegada do 4.° séc[ulo], a crença em poderes mágicos passou a se firmar mais solidamente no seio da Igreja.” Como no caso de um amuleto, simplesmente fazer o sinal da cruz era considerado “a mais segura defesa contra os demônios, e o remédio para todas as doenças”. O uso supersticioso da cruz continua até hoje. 


  • The Companion Bible (A Bíblia Companheira) comenta no Apêndice 162 sobre “A Cruz e a Crucificação”:



“Usavam-se cruzes como símbolos do deus-sol babilônico [Artwork – Símbolo], e são vistas pela primeira vez numa moeda de Júlio César, 100-44 A. C., e daí numa moeda cunhada pelo herdeiro de César (Augusto), em 20 A. C. Nas moedas de Constantino, o símbolo mais freqüente é [Artwork – Caractere grego]; mas, o mesmo símbolo é  usado sem o círculo ao redor, e com os quatro braços iguais, verticais e horizontais, e este era o símbolo especialmente venerado como a `Roda Solar’. Deve-se declarar que Constantino era um adorador do deus-sol, e não entrou para a `Igreja’ senão cerca de um quarto de século depois de ter visto tal cruz nos céus. . . . O Senhor foi  morto numa estaca ereta, e não em dois pedaços de madeira colocados em qualquer ângulo.”  



  • Observe o comentário que a Bíblia Nova Versão Internacional coloca na nota de roda pé:


Atos 5:30
"Madeiro.Usado em referência à cruz…Assim como seu equivalente hebraico , a palavra  grega aqui traduzida pode referir-se a uma árvore , a um poste , a uma viga de madeira ou objeto semelhante”.

Gálatas 3:13 
"Madeiro. Usado no grego clássico no sentido de estacas e varas em que os corpos eram empalados… .(comentário de roda pé Bíblia NVI )
Definição de Empalar:- “suplício antigo que consistia em espetar um condenado , pelo ânus , numa estaca  aguda que lhe atravessava as entranhas , deixando-o até morrer”.  –Dicionário Michaélis"


  • Observe o que o Historiador cristão Tertuliano ( 160- 220 E.C)  falou sobre a cruz:



Tertuliano ( 160- 220 E.C)
“Cruzes, porém, nós, cristãos, nem as veneramos nem as desejamos. Vós realmente  consagrais deuses de madeira venerais cruzes de madeira, talvez como parte de vossos deuses. Pelos vossos próprios padrões, bem como vossos estandartes e bandeiras de vossos campos, o que são além de nada mais que ornamentos dourados? Vossos troféus vitoriosos não só imitam a aparência de uma cruz simples, mas também a de um homem afixado a ela”. 





  • O livro The Non-Christian Cross (A Cruz Não-Cristã), de J. D. Parsons, explica:



“Não existe uma única sentença em nenhum dos inúmeros escritos que formam o Novo Testamento que, no grego original, forneça sequer evidência indireta no sentido de que o stauros usado no caso de Jesus fosse diferente do stauros comum; muito menos no sentido de que consistisse, não em um só pedaço de madeira, mas em dois pedaços pregados juntos em forma de uma cruz. . . . É um tanto desencaminhante, da parte de nossos mestres, traduzirem a palavra stauros por ‘cruz’ ao verterem os documentos gregos da Igreja para a nossa língua nativa, e apoiarem tal medida por incluírem ‘cruz’ em nossos léxicos como sendo o significado de stauros, sem explicarem cuidadosamente que esse, de qualquer modo, não era o significado primário dessa palavra nos dias dos Apóstolos, que não se tornou seu significado primário senão muito depois disso, e só se tornou tal, se é que se tornou, porque, apesar da falta de evidência corroborativa, presumiu-se, por uma razão ou outra, que o stauros específico em que Jesus foi executado tinha esse determinado formato.” — Londres, 1896, pp. 23, 24.

Foi cerca de 300 anos depois da morte de Cristo que alguns professos cristãos promoveram a ideia de que ele morreu numa cruz de duas vigas. Mas essa ideia se baseava na tradição e no uso errado da palavra grega stau·ros´. É digno de nota que alguns desenhos antigos, que retratam execuções romanas, mostrem um único poste de madeira ou uma árvore.


  • An Expository Dictionnary of New Testament Words ( Londres, 1962),W.E. Vine, p. 256, diz a respeito:



“A forma da [cruz de duas vigas] teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz(tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. Por volta dos meados do 3º século A.D., as igrejas ou se haviam apartado ou tinham arremedado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, aceitavam- se pagãos nas igrejas, à parte de uma regeneração pela fé, e permitia-se-lhes em grande parte reter seus sinais e símbolos pagãos. Assim se adotou o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com a peça tranversal abaixada mais um pouco, para representar a cruz de Cristo.” 
"A CRUZ ANSADA"

Cruz ansata com olho de hórus (egípcio)



“A cruz na forma de ‘Cruz Ansada’ . . . era carregada nas mãos dos sacerdotes e reis-pontífices egípcios como símbolo de sua autoridade como sacerdotes do deus-Sol e era chamada ‘o Sinal da Vida’.” — The Worship of the Dead (Londres, 1904), Coronel J. Garnier, p. 226.





“Diversas gravuras de cruzes se acham em toda a parte nos monumentos e túmulos egípcios, e são consideradas por muitas autoridades símbolo ou do falo [uma representação do órgão sexual masculino] ou do coito. . . . Nos túmulos egípcios, a cruz ansada [cruz com um círculo ou uma asa em cima] se acha lado a lado com o falo.” — A Short History of Sex-Worship (Londres, 1940), H.Cutner, pp. 16, 17; veja também The Non-Christian Cross, p. 183. 




Excelente exemplo nos foi dado por aqueles, na antiga Éfeso, que, acatando a pregação do apóstolo Paulo, e verificando que os objetos por eles usados não se harmonizavam com o verdadeiro cristianismo, ajuntaram-nos “e os queimaram diante de todos”. (Atos 19:18, 19) Afinal de contas, por que prezar e adorar o instrumento que foi supostamente usado para assassinar o Senhor Jesus Cristo? A Biblia é Sagrada e deve ser levada a sério.Sem conjecturas e com raciocínio objetivo
podemos adorar a Deus com espirito e VERDADE. Se um artista contemporâneo se tivesse posto diante do moribundo Jesus em Gólgata, poderia ternos deixado autêntico quadro desse evento altamente significativo. Mas, nenhuma obra de arte desse tipo se acha em existência, e por certo a tradição posterior não é conclusiva. Todavia, deveras dispomos de palavras registradas de uma testemunha ocular. Quem era ele? Ao olhar Jesus do alto daquele implemento de tortura e morte, viu “o discípulo a quem amava”, o apóstolo João. Jesus confiou-lhe os cuidados de sua mãe, Maria. (João 19:25-30) Assim, João estava lá. Sabia se Jesus morrera ou não numa cruz. Para designar o instrumento da morte de Cristo, João usou a palavra grega staurós, traduzida “estaca de tortura” na Tradução do Novo Mundo. (João 19:17, 19, 25) No grego clássico, staurós denota a mesma coisa que no grego comum das Escrituras Cristãs — primariamente uma estaca ou poste reto sem barra transversal. O Interpreter’s Dictionary of the Bible declara, com referência a staurós: “Literalmente uma estaca reta, barra, ou poste . . . Como instrumento de execução, a cruz era uma estaca enfiada verticalmente no chão. Não raro, mas de forma alguma sempre, um pedaço horizontal era ligado à porção vertical.” Outra obra de referência afirma: “A palavra grega para cruz, staurós, devidamente significava uma estaca, um poste ereto, ou pedaço de ripa, em que algo podia ser pendurado, ou que poderia ser usado em cercar um pedaço de terreno. . . . Até mesmo entre os romanos a crux (da qual se deriva nossa cruz) parece ter sido originalmente um poste reto, e este sempre permaneceu sendo a parte mais destacada.” — The Imperial Bible-Dictionary.


Observe a figura ao lado… uma cruz usada pelos egipcios encontrada no templo de Karnak no Egito No livro The Cross and Crucifixion (A Cruz e Crucificação), de Hermann Fulda, diz-se:


“Jesus morreu numa simples estaca de morte: Em apoio disto falam (a) o uso então costumeiro deste meio de execução no Oriente, (b) indiretamente a própria história dos sofrimentos de Jesus e (c) muitas expressões dos primitivos padres da igreja.”

Fulda também aponta que algumas das ilustrações mais antigas de Jesus pendurado o representam sobre um único poste. O apóstolo cristão Paulo afirma:

“Cristo nos livrou da maldição da Lei por meio duma compra, por se tornar maldição em nosso lugar, porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele pendurado num madeiro.’” (Gál. 3:13)

Sua citação era de Deuteronômio, que menciona a colocação dum cadáver duma pessoa executada sobre um “madeiro”, e adiciona:

“Seu cadáver não deve ficar toda a noite no madeiro; mas deves terminantemente enterrá-lo naquele dia, pois o pendurado é algo amaldiçoado por Deus; e não deves aviltar teu solo.” — Deu. 21:22, 23.

Era tal “madeiro” uma cruz? Não era. Com efeito, os hebreus não possuíam nenhuma palavra para a cruz tradicional. Para designar tal implemento, usavam “urdidura e trama”, aludindo aos fios que corriam ao comprido num tecido e os outros que o cruzavam num tear. Em Deuteronômio 21:22, 23, a palavra hebraica traduzida “madeiro” é ‘ets, significando primariamente uma árvore ou madeira, especificamente um; poste de madeira. Os hebreus não usavam cruzes de execução. A palavra aramaica ‘a, correspondente ao termo hebraico ‘ets, aparece em Esdras 6:11, onde se diz, relativo aos violadores do decreto do rei persa:

“Se arranque da sua casa um madeiro (estaca, Centro Bíblico Católico) e ele seja pendurado nele.”



Obviamente, um único madeiro não teria barra transversal. Ao traduzir Deuteronômio 21:22, 23 (“madeiro”) e Esdras 6:11 (“madeiro”) os tradutores da Versão dos Setenta empregaram a palavra grega xy’lon, o mesmo termo empregado por Paulo em Gálatas 3:13. Foi também empregado por Pedro quando disse que Jesus “levou os nossos pecados no seu próprio corpo, no madeiro”. (1 Ped. 2:24) Com efeito, xy’lon é usada várias outras vezes para se referir ao “madeiro” em que Jesus foi pendurado. (Atos 5:30; 10:39; 13:29) Esta palavra grega tem o significado básico de “madeira”. Nada subentende que, no caso do penduramento de Jesus, ela significasse uma estaca com uma barra transversal. Assim, a evidência pontifica que Jesus não morreu na cruz tradicional.



Um comentário:

Manuel Portugal Pires disse...

Definitivamente foi num MADEIRO que Cristo morreu.
Madeiro está de acordo com as profecias.
A forma desse madeiro é acidental e sem significado de maior.
Mesmo que o madeiro tenha tido a forma de uma cruz muito bonita é condenável substituir o madeiro por cruzes de ferro, pedra, ouro ou qualquer outra coisa que não seja MADEIRA.
A «adoração da cruz» é um ato de IDOLATRIA, pregado e praticado pela igreja católica romana.