domingo, 10 de abril de 2016

OBAMA ALERTA PARA AMEAÇA DE TERRORISMO NUCLEAR

Para o presidente americano, não há dúvida de que o Estado Islâmico utilizaria uma bomba nuclear se tivesse acesso aos materiais.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou nesta sexta-feira sobre a ameaça persistente de terroristas obterem materiais nucleares, apesar do progresso na redução de tais riscos, e pediu a líderes de todo o mundo que façam mais para salvaguardar as instalações nucleares.



"O Estado Islâmico (EI) já utilizou armas químicas, incluindo gás mostarda, na Síria e no Iraque", disse Obama. "Não há dúvida de que, se esses lunáticos conseguirem uma bomba nuclear ou material atômico para uma 'bomba suja', definitivamente vão usá-los para matar tantas pessoas inocentes quanto puderem", acrescentou ele na Cúpula de Segurança Nuclear, em Washington. A "bomba suja" mistura explosivos comuns com material radioativo. De acordo com o presidente americano, cerca de 2.000 toneladas de material nuclear estão armazenadas em todo o mundo em instalações civis e militares, algumas delas não totalmente seguras.

Obama está recebendo mais de cinquenta líderes globais em sua quarta e última cúpula, cujo foco está nos esforços para impedir o acesso a materiais nucleares vulneráveis e evitar o terrorismo nuclear. A postura desafiadora da Coreia do Norte, que declarou nesta sexta-feira que continuará com seus programas nuclear e de mísseis, também teve destaque na pauta.

O líder americano tem menos de dez meses restantes no cargo para levar a cabo uma de suas principais iniciativas de política externa. Embora tenha havido avanços, muitos defensores do controle de armas dizem que o processo diplomático - que Obama concebeu e advogou - perdeu ímpeto, e pode desacelerar ainda mais depois que ele deixar a Casa Branca, em janeiro de 2017.

Um boicote do presidente russo Vladimir Putin, nada disposto a participar de uma reunião dominada pelos EUA em um momento de tensões crescentes entre Washington e Moscou por causa dos conflitos na Ucrânia e da Síria, aumenta as dúvidas de que o encontro vai dar condição a grandes decisões.

Os ataques a bomba de militantes em Bruxelas no mês passado atiçaram os temores de que o Estado Islâmico possa visar usinas nucleares, roubar material nuclear e desenvolver bombas radioativas no futuro.


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